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Out 07

 

 

 

 

«É estranho deitar-me sem ti.
Mas ainda é mais estranho não acordar contigo a meu lado.
Penso que nunca te disse que adoro a forma como me encaixo em ti, quando nos deitamos.
Parece um ritual, ao qual os nossos corpos depressa se habituaram.
Penso que nunca te disse que amo o beijo que sempre me dás no ombro, antes de dizeres: ”Dorme bem, querido!”
Apoderas-te de mim, sempre que dormimos juntos.
Penso que nunca te disse o quanto me fazes enlouquecer sempre que tu tomas as rédeas. Monopolizas meu corpo e compras a minha alma, sempre que me proteges de tudo, menos de ti.
Penso que nunca te disse que me passo quando te deixas dominar nos movimentos.
Deitamo-nos. Assim que me encaixo no teu corpo, sinto a tua respiração descompassada.
Penso que nunca te disse o quanto é delicioso ouvir a tua respiração ao meu ouvido.
Adoro quando te insinuas para mim…
Adoro a tua resposta a isso: ”Isso é perigoso!”
Adoro que não me deixes sequer replicar.
Adoro quando me “atacas” porque já não queres esperar mais para me teres.
Adoro a tua expressão naquele minuto antes.
Adoro a do minuto a seguir.
Adoro todos os minutos em que te tornas minha.
Adoro deitar-me no teu peito, transpirado.
Adoro sentir-te quente.
Adoro o beijo que me dás sempre após...
Adoro o teu “Amo-te…”
Adoro a nossa conversa no depois...
Adoro, voltar a enroscar-me em ti.
Adoro recomeçar o ritual. Quando ele não acontece, surge-me uma insónia que não sei explicar...
Tu sabes? Claro que sabes.
Sabes que não é difícil deixar entrar alguém no nosso coração.
O que é difícil é deixar alguém sair.»

 

 

=João Cordeiro, in Ano Louco=

 

 

 

Escrito por Someone Else às 18:09
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